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Luis
Fernando Veríssimo
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A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o
layout. Eles mesmos fazem a arte-final. (Luís
Fernando Veríssimo)
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Brasil: esse estranho país de corruptos sem
corruptores. (Luis Fernando Veríssimo)
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Gaúcho que é gaúcho não deixa sua mulher mostrar a
bunda para ninguém. Nem em baile de carnaval. Gaúcho
que é
gaúcho não mostra a sua bunda para ninguém. Só no
vestiário, para outros homens, e, assim mesmo, se
olhar por mais
de trinta segundos sai briga. (Luís Fernando
Veríssimo)
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Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente
livre, é a que não tem medo do ridículo. (Luis
Fernando Veríssimo)
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Muitas mulheres consideram os homens perfeitamente
dispensáveis no mundo, a não ser naquelas profissões
reconhecidamente masculinas, como as de costureiro,
cozinheiro, cabeleireiro, decorador de interiores e
estivador. (Luís Fernando Veríssimo)
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No Brasil o fundo do poço é apenas uma etapa. (Luis
Fernando Veríssimo)
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Nunca usei bombacha, não gosto de chimarrão e nem de
me lembrar da última vez que subi num cavalo. Aliás,
o cavalo
também não gosta. (Luís Fernando Veríssimo)
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Só acredito naquilo que posso tocar. Não acredito,
por exemplo, em Luiza Brunet. (Luis Fernando
Veríssimo)
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Você é o seu sexo. Todo o seu corpo é um órgão
sexual, com exceção talvez das clavículas. (Luís
Fernando Veríssimo)
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[Ao ser perguntado por que costuma o número
dezessete tantas vezes em suas crônicas]
Dezessete é um número cabalístico e, sendo
cabalístico, eu não posso revelar. Brincadeira, não
tem nenhum significado.
Dezessete é uma palavra bonita. (Luis Fernando
Veríssimo)
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A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios.
Escrever bem é escrever claro, não necessariamente
certo. Por
exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é
claro, certo? (Luis Fernando Veríssimo)
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Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a
data. (Luis Fernando Veríssimo)
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Com esse negócio de clonagem, já estou me sentindo
um disco de vinil. (Luis Fernando Veríssimo)
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É "de esquerda" ser a favor do aborto e contra a
pena de morte, enquanto direitistas defendem o
direito do feto à
vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de
matá-lo se ele der errado. (Luis Fernando Veríssimo)
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Pensei vagamente em estudar arquitetura, como todo o
mundo. Acabaria como todos que eu conheço que
estudaram
arquitetura, fazendo outra coisa. Poupei-me daquela
outra coisa, mesmo que não tenha me formado em nada
e
acabado fazendo esta estranha outra coisa, que é dar
palpites sobre todas as coisas. (Luis Fernando
Veríssimo)
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Quando o casamento parecia a caminho de se tornar
obsoleto, substituído pela coabitação sem nenhum
significado
maior, chegam os gays para acabar com essa
pouca-vergonha. (Luis Fernando Veríssimo)
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Escrevi uma vez que era um cético que só acreditava
no que pudesse tocar: não acreditava na Luiza Brunet,
por
exemplo. Cruzei com a Luiza Brunet num dos camarotes
deste carnaval. Ela me cobrou a frase, e disse que
eu podia
tocá-la para me convencer da sua existência.
Toquei-a. Não me convenci. Não pode existir mulher
tão bonita e tão
simpática ao mesmo tempo. Vou precisar de mais
provas. (Luis Fernando Veríssimo)
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