porque é
de um gesto que se trata, morrer de
amor é ter o
pressentimento da
impermanência do outro, sem memória não se resgata
a beleza de um sorriso nem a
brevidade do sexo extasiado,
na dádiva
constante do corpo e de um roçar
simples dos sentidos.
E morrer
de amor é viver do amor no último
grito dado na catedral,
no eco das
naves de pedra, polida de cânticos
e sons e vozes velhas.